terça-feira, 15 de abril de 2014

e o teu olhar

após uns Fragmentos




o teu rosto…
gosto tanto do teu rosto
os meus dedos tocam-lhe
suavemente,
delicadamente,
devagar
(é bom prolongar o contacto).

ofereces-me o teu sorriso
em lábios que sussurram desejos,
desfiam beijos que saboreio…

o teu olhar…
como é infinito o teu olhar


sexta-feira, 11 de abril de 2014

pensamentos



porque gosto deste texto e porque faz juz ao título do blogue aqui fica

Encontro-te na soleira de madeira, talhada a cinzel de quereres que se estendem nas faldas da serra que palmilhámos em noites de lua cheia. Recordo-me de ti na transparência de um vestido leve que cai sobre o teu corpo de formas singelas que o escultor elevou a deusa.
As palavras que queríamos dizer ficaram para depois. Somente importava o olhar, o mesmo olhar que te viu  na pureza da luz cinza, deitada na turfa verde de uma natureza que acolhe os corpos dos amantes.
Debruço-me em ti e recolho o sabor do teu beijo. Esse beijo doce que deixas nos meus lábios.
E é de novo o olhar que chama os corpos, que se despem e se amam à luz prata do luar...


domingo, 23 de fevereiro de 2014


Desejava que ele a beijasse. E ela, de olhos abertos a ver o beijo…
… mas antes, de olhos nos olhos.
Depois de olhos fechados, na imaginação em que os beijos existem e na intensidade  que se adivinham todos aqueles que ainda não foram dados.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

fazer poesia



O teu ventre macio
Acolhe-me,
Alimenta-me o desejo,
Incendeia-me…

E eu quero
O teu beijo,
O teu sussurro,
O teu gemido…

E entre um orgasmo e outro,
Fazemos poesia.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

olhar



hoje queria navegar no brilho do teu olhar,
desvendar o mistério que ele encerra
e sorrindo,
beijá-lo a cada manhã,
sentir-lhe o desejo da noite,
a vivência do dia…

mas hoje queria ser
a poesia que brota do silêncio do teu olhar


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

procura



A tua boca procura-me o ventre e as tuas mãos atacam-me o falo, símbolo de uma vida feita em desejos quentes… olho-te em silêncios vividos, enquanto os meus dedos recebem gotas de um orgasmo doce…


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

liberto-te da ramagem



liberto-te da ramagem em suspiros outonais…
os braços agora nus apertam-me na prisão dourada do tempo…
encontram-se as seivas nas raízes de nós