escondo a noite.
é preciso amputar os sonos…
de manhã
lambo as feridas e
faço o inventário das coisas
que quisemos fazer e
não fizemos.
o dia amarelece em frente aos meus olhos,
a sombra queima-me a pele
e as palavras são
restos de voz que escrevo
no silêncio do corpo…
vou sair para te esperar…
