sábado, 18 de junho de 2022



sopro fios de orvalho
na madrugada 
que se arrastam na tristeza.

e
em silêncio
aconchego o corpo,
o olhar vazio
e a memória de
tantos amanheceres.

o vento traz o suspiro
dito nas horas de ausência
e o beijo evitado
quando a fraqueza era horizonte.

quedo-me aqui
e olho o amanhã


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