sentado na areia
recebo no rosto o carpir das ondas
entrelaçadas
olho o horizonte
e anoiteço quando o sol nasce…
gosto das alvoradas.
há um pequeno frio
a salpicar-me a alma…
deixas-me no silêncio.
escrevo-te um poema,
[e um poema é um meio segredo]
ideia persistente
pendurada entre a coragem e o receio.
agarro o sol,
que se pôs do lado esquerdo de mim,
e ilumino a promiscuidade dos versos
[a luz no sítio certo].
olho-te.
a tua nudez caminha na ladeira fria,
em redor tudo é silêncio…
o teu sorriso!!!