quinta-feira, 25 de agosto de 2022

hoje penso nos poemas escondidos
nas madrugadas...
palavras que se perdem
no silêncio imenso
que guarda os amantes 
de mão dada

escrevo o teu retrato
nos dias que passam ausentes.



terça-feira, 16 de agosto de 2022

 depois de alguma ausência, o regresso



as manhãs não começam sozinhas,
há brumas suaves que correm
na aurora.

a noite despe-se
em noites
de uma só noite…

no reino do amanhã
calo-me…
regresso ao teu olhar,
escrevo a tua voz
e o corpo unge um papel velho
bordado a folhas húmidas
arrancadas pelo vento cínico.

cai a hora
e eu desenho palavras
para preencher a folha


quinta-feira, 28 de julho de 2022

 

poucas palavras me restam
quando os pássaros são somente imagens.

olho as sombras
perdidas na quietude do frio

e nas frases soltas
que se repetem
escrevo diálogos que escondem o sono
no silêncio dos meus medos



domingo, 24 de julho de 2022



nos dias que de dias são apenas imagens

fala-me das cores que anoitecem
dentro das ruas que atravessam a cidade…

fala-me dos arrepios de luz e das madrugadas
que trazem a tua ausência… 

amanheço nas palavras que despi do teu corpo
e entrego-me a um tempo por concluir.








quarta-feira, 6 de julho de 2022



esperas-me.

toco-te na chegada…

as minhas mãos pousam-te
o olhar quebra o silêncio
e há pureza na nudez.

a noite escreve linhas na
sombra
e é outro dia
ao virar da esquina.

quero-te.



terça-feira, 5 de julho de 2022



arrumo as palavras
e deixo ficar o silêncio
hoje.

amanhã
escondo-me no sussurro do vento
e escrevo o teu poema
nas cores do arco-íris



quarta-feira, 29 de junho de 2022

 

desperto no sonho
e escrevo
o poema solitário
feito no fio da navalha
e no sabor do cianeto...

desço a arriba
e o mar traz-me a maresia
das cores