quinta-feira, 28 de julho de 2022

 

poucas palavras me restam
quando os pássaros são somente imagens.

olho as sombras
perdidas na quietude do frio

e nas frases soltas
que se repetem
escrevo diálogos que escondem o sono
no silêncio dos meus medos



domingo, 24 de julho de 2022



nos dias que de dias são apenas imagens

fala-me das cores que anoitecem
dentro das ruas que atravessam a cidade…

fala-me dos arrepios de luz e das madrugadas
que trazem a tua ausência… 

amanheço nas palavras que despi do teu corpo
e entrego-me a um tempo por concluir.








quarta-feira, 6 de julho de 2022



esperas-me.

toco-te na chegada…

as minhas mãos pousam-te
o olhar quebra o silêncio
e há pureza na nudez.

a noite escreve linhas na
sombra
e é outro dia
ao virar da esquina.

quero-te.



terça-feira, 5 de julho de 2022



arrumo as palavras
e deixo ficar o silêncio
hoje.

amanhã
escondo-me no sussurro do vento
e escrevo o teu poema
nas cores do arco-íris



quarta-feira, 29 de junho de 2022

 

desperto no sonho
e escrevo
o poema solitário
feito no fio da navalha
e no sabor do cianeto...

desço a arriba
e o mar traz-me a maresia
das cores



domingo, 26 de junho de 2022

troco carícias
na aguarela viva
com que pinto cada tela…

com as mãos em labirinto
perfeito
desenho pássaros voando
na noite que fecho no sótão.

ao longe,
e num quase repente
há um beijo
que caminha de mãos dadas
com o olhar …




sexta-feira, 24 de junho de 2022

 

lambo as feridas,
as dores,
as cinzas...

procuro as palavras,
a pele,
o rosto,
as mãos ansiosas
contra o corpo...

a mágoa existe
e navega nos mares do silêncio