timbre de voz que a mão aperta de encontro ao tempo em que os desencontros aconteciam a horas certas.
corridas desenfreadas até ao mar, onde se saltavam ondas como se mergulhássemos em estilos olímpicos de pranchas ou escarpas silenciosas
com que escuto, ainda hoje
a tua voz de coral
olhos rasos de mar. ensombra-se o olhar de corais esbranquiçados pela dor. melodias que o tempo faz perdurar. como pérolas em colares que ornamentam peitos vazios. de fé.
Foto: Duy-Huynh
terça-feira, 3 de maio de 2022
olho a lua e esqueço-me de mim.
as tuas mãos esperam-me repletas de palavras em sentido e o meu corpo esconde-se no vento…
Os dias derivados de apelos nus. O tempo não existe, nesta
miragem de bocejos acautelados pela palma da mão. Engulo o orgulho, o medo e o
sémen agridoce. São lágrimas, afinal. O corpo sem responder ao desafio. Antes
fosse tentação. Ou desvario. Antes fosse...
E a minha boca fechada pela tua, num gesto de não sei.