despe-se o poeta
das palavras talhadas
em blocos de linhas imaginárias.
o cinzel desbrava as sílabas...
é manhã,
brilham ainda luares da noite mágica.
o poema solta o orvalho
e o teu corpo de mulher
deixa em mim o cheiro a terra molhada.
sábado, 7 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
são densas as manhãs
escoam-se sílabas
dos versos que escrevo
mas ninguém lê...
e eu caminho
nas margens estreitas
das praias do silêncio...
são densas as manhãs
dos versos que escrevo
mas ninguém lê...
e eu caminho
nas margens estreitas
das praias do silêncio...
são densas as manhãs
foto de autor desconhecido
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
floresta dos tempos
o teu olhar desliza
no hálito do vento…
um grito
ausente
rasga a carne
do pecado…
um abraço
aconchega-me
nesta amálgama de
sentires.
as palavras
esculpidas no silêncio
brotam nas nascentes
de líquidos
amnióticos…
e eu,
carente de mim,
dispo-me na floresta
dos tempos
foto de autor desconhecido
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
quero-te
olho-te nas sombras imprecisas da tarde
o teu odor tem o perfume da papoila
e o teu olhar brilha
na floresta da lonjura
e no silêncio azul do horizonte
o vento traz as sílabas
do poema em branco
e eu quero-te ao entardecer...
o teu odor tem o perfume da papoila
e o teu olhar brilha
na floresta da lonjura
e no silêncio azul do horizonte
o vento traz as sílabas
do poema em branco
e eu quero-te ao entardecer...
foto de Francesca Woodman
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Já vais?
Linhas que se arredondam ao teu toque.
Sem música, o mundo é mais cinzento que o cimento que me cola a língua. Para não te dizer que te sinto a ausência, embora estejas presente na minha memória, mesmo na pele não tocada.
Saudade?
(A mão crispada nos estilhaços que retalham a carne depois de te ler. Apertar o copo, cravar cada milímetro de cristal na carne amolecida pela espera.)
Liberdade em te deixar ir.E continuar a sorrir...
[É uma das minhas formas de te amar]
sábado, 19 de julho de 2014
noite
Espero pela noite…
Procuro as ruas onde te pedi o beijo
E palavras em sussurro…
Bebo o ar frio
E sonho-te.
Caem letras
De poemas inacabados
Que falavam de ontem e de hoje,
Que falavam de nós
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