segunda-feira, 28 de julho de 2014

Já vais?




Linhas que se arredondam ao teu toque. 
Sem música, o mundo é mais cinzento que o cimento que me cola a língua. Para não te dizer que te sinto a ausência, embora estejas presente na minha memória, mesmo na pele não tocada.

Saudade?

(A mão crispada nos estilhaços que retalham a carne depois de te ler. Apertar o copo, cravar cada milímetro de cristal na carne amolecida pela espera.)

Liberdade em te deixar ir.E continuar a sorrir...

[É uma das minhas formas de te amar]




sábado, 19 de julho de 2014

noite



Espero pela noite…
Procuro as ruas onde te pedi o beijo
E palavras em sussurro…
Bebo o ar frio
E sonho-te.
Caem letras
De poemas inacabados
Que falavam de ontem e de hoje,
Que falavam de nós

sexta-feira, 11 de julho de 2014

segunda-feira, 30 de junho de 2014

o vazio

Olho o vazio
lá fora o poeta deixa sinais que se espraiam na madrugada
no ar somente rimas cruzadas
que bebem no arco iris as cores da neblina



sexta-feira, 27 de junho de 2014

sexta-feira, 30 de maio de 2014

sentires

tenho as tuas mãos em mim .
passeias-te no corpo que te ofereço e beijas-me num suave e longo encontro de lábios...
é tanto o nosso querer
é vivo o nosso sentir...


segunda-feira, 26 de maio de 2014

escrita ao acaso

desaguo nas margens da tua enseada...
barco de velas desfraldadas, navego no mar que deixa palavras no olhar... o horizonte, já ali, rompe os pensamentos do infinito e a noite veste a nudez do nosso desejo