sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

olhar



hoje queria navegar no brilho do teu olhar,
desvendar o mistério que ele encerra
e sorrindo,
beijá-lo a cada manhã,
sentir-lhe o desejo da noite,
a vivência do dia…

mas hoje queria ser
a poesia que brota do silêncio do teu olhar


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

procura



A tua boca procura-me o ventre e as tuas mãos atacam-me o falo, símbolo de uma vida feita em desejos quentes… olho-te em silêncios vividos, enquanto os meus dedos recebem gotas de um orgasmo doce…


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014


Amparo golpes de vista em sangue azul. Prometes que a dor não regressa à carne incendiada pelo éter que as manhãs dissolvem em hortelã-pimenta. Em desassossego, um desenho em espiral que desbota as cores do orvalho, quando o granizo se derrete na boca. Escuto os teus passos que, hesitam ante a porta fechada. Afastas-te mais uma vez, sem coragem para entrar no meu peito que sufoca soluços, afoga ternuras e empresta à dor, um caminho sem regresso.







quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

liberto-te da ramagem



liberto-te da ramagem em suspiros outonais…
os braços agora nus apertam-me na prisão dourada do tempo…
encontram-se as seivas nas raízes de nós


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Escrevo-te cartas que não envio num a(m)paro de lágrimas de tinta invisível a cores pálidas de um inverno em Veneza.
Quente o coração acelerado que se despedaça em pedaços de gelo, dos lagos de luz em sombras deleitados. É Verão.
E o meu corpo espera-te.