sábado, 28 de dezembro de 2013

desço-te as colinas
caminho-te nas ruas da tua baixa
procuro o teu rio à beira mar...

chego ao cais das descobertas
esse ponto de partida
de um ontem de aventura
e de um hoje de dor...
Mastigar o tempo como se o silêncio fosse fogo no percurso do gelo.
E o caminho corpo faminto. Em névoa de passagem. Paisagem de música. Em flor.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013


Procuro o silêncio nesta cidade tão nossa... os passos percorrem o vazio e recebo somente a luz na madrugada de muitos sonhos.

domingo, 22 de dezembro de 2013


Gosto tanto de caminhar contigo na noite.
Uma qualquer noite serve, desde que tenha  perfumes...
O perfume da rosa vermelha da paixão, dos lírios do campo e da hortelã da ribeira...
Anda vem comigo pela noite dentro. Passeemos na avenida iluminada pelo luar na esperança de um abril que tando desejamos...





sábado, 21 de dezembro de 2013


Invertem-se pólos que o inverno começa por achatar. São gestos de contorcionista, moldáveis à vontade do amo, senhor de todos os desejos que acabam sempre por começar. O frio inflama o gesto. Janelas que a alma fecha, ao cair da tarde, quando o arrepio escaldante ruboriza as faces de qualquer mulher que fazes sentir menina.



sexta-feira, 20 de dezembro de 2013


Olho o horizonte da tua ausência.
Queria tanto saber de ti... das palavras que me dizes sempre que estamos sós... das carícias que me deixas no corpo atormentado que te ofereço.
Lá longe a neblina desenha-te em arco-iris de esperança...


terça-feira, 17 de dezembro de 2013


Rendo-me aos teus rostos.
Beijá-los,
Sonhá-los...
Talvez só senti-los
Na ternura das caricías



segunda-feira, 16 de dezembro de 2013


Cumprem-se manhãs de horários invisíveis.
Atravesso a cidade para conseguir ver-te. Mas o trânsito impede-me de chegar a tempo.
Então, mais do que borboletas no estômago, quando te penso, um vazio que se abre geométrico na minha alma em desenho disfarçando as letras.



sábado, 7 de dezembro de 2013

Perde-se o tempo, a sorte... talvez até a vida. Mas momentos houve em que o olhar nos deu tudo...


terça-feira, 3 de dezembro de 2013


Lágrimas cortadas, tingidas de beijos nos pulsos abertos à dor. E foi noite de Lua Cheia




sábado, 16 de novembro de 2013


Gosto de beber o teu cheiro no som do silêncio que recebo na madrugada da noite que foi inteiramente nossa...


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

porque me apeteceu falar-te pelas palavras de Eugénio de Andrade

         Contigo

Acordo na manhã de oiro
entre o teu rosto e o mar.

As mãos afagam a luz,
prolongam o dia breve.

Entre o teu rosto e o mar
ninguém deseja ser neve.

Ninguém deseja o veneno
da noite despovoada.

Acorda-me a tua voz,
nupcial, branca, delgada.


domingo, 3 de novembro de 2013

este é um trabalho conjunto de quem adora escrever